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ARTIGO – A ASSEPSIA DE CINGAPURA NO BRASIL?
Espaço do Leitor
15 de Dezembro / 2013 às 23:00

Dentre os comentários emitidos por leitores à crônica “LARANJAS PODRES” da última semana, sejam os postados no Blog Geraldo José ou pela via do e-mail ao autor, todos solidários e indignados diante de tanto descalabro que caracteriza o universo político-administrativo à nossa volta, um deles postado pela leitora Yara Buongiovanni, de São Paulo-SP, merece ser reproduzido e comentado por tratar da assepsia de Cingapura, realizada pelo governo de Lee Kuan Yew, quando assumiu  com mão de ferro o comando do país. Vejamos o que fazia o Sr. Lee para extirpar os males que atrapalhava o crescimento do país:

“Em seis meses, dos cerca de 500 mil presidiários sobraram somente

50. Todos os outros, criminosos confessos, foram fuzilados. Todo homem

público (político, policial, etc.) corrupto foi fuzilado, pois existiam

muitas provas contra eles.

Todos os empresários ladrões foram fuzilados ou fugiram rápido do país.

Aquela multidão de drogados que ficava dormindo nas ruas fugiu

desesperadamente para a Malásia, para não ter que trabalhar, ou seria

fuzilada. 

Havia uma mensagem de televisão onde o novo governo avisava que o país estava com câncer e que a única solução era extirpá-lo, tipo "se algum parente seu foi extirpado, compreenda, ele era um câncer para a nação".

Um surfista brasileiro tentou entrar em Cingapura com uma prancha de surf recheada de cocaína. Óbvio que ele determinou sua própria morte. E a mãe do jovem traficante apareceu na TV pedindo para o Lula interceder pelo filho. Não adiantou nada. Nem mãe, nem Lula, nem protestos, evitaram o cumprimento da lei.

Nos hotéis, os "Guias da Cidade" tem uma página explicando que a polícia de Cingapura garante a integridade física de qualquer mulher 24 horas por dia  (isso porque na antiga Cingapura, sem lei e ordem, as mulheres que saíam sozinhas eram estupradas e ou mortas).

O chiclete é proibido em Cingapura, pelo simples fato de que, se jogados no chão, sujam as calçadas da cidade.

É óbvio que as medidas adotadas trazem em si o perfil discricionário e ditatorial, sob a égide da força absoluta, indesejável sob todos os aspectos. Mas o sentimento do povo de Cingapura foi de aprovação ao elegê-lo a presidente na eleição seguinte com 100% da votação!

Para solucionar o problema brasileiro não precisamos de novas leis, mas apenas usar a força das leis que aí estão, tornando o judiciário mais eficiente e independente, além de uma profunda mudança de atitudes que inspirem novos comportamentos. Que se acabe aqui com a mania de que o pobre ao ser condenado é logo conduzido a cumprir a pena; enquanto o rico ou as potestades políticas têm o beneplácito das liminares ou habeas corpus que são assinados aos sábados, domingos ou feriados! Ele não pode é dormir na cadeia!... Roberto Jefferson alegou agora que a prisão atrapalha a sua dieta! Não é definitivamente um deboche!...

Diria que os grandes prejudicados serão o sistema escolar e de saúde porque as verbas terão de ser desviadas para a construção de milhares de novos presídios ao invés da construção de novas unidades de saúde e de escolas por todo esse Brasil. Além disso, um detalhe não pode ser esquecido: nos quatro presídios federais de segurança máxima (Campo Grande, Catanduva, Porto Velho e Mossoró) que abrigam os criminosos mais perigosos do país e chefes de quadrilhas organizadas, o custo por mês de cada preso é de R$3.312,00, enquanto o governo gasta R$ 850,00 por cada criança/mês na escola. Ao aplicar a lei com o rigor necessário teremos milhões de brasileiros recolhidos a esses presídios e uns poucos milhões trabalhando para mantê-los porque, evidentemente, não há hoteis suficientes para empregar tanta gente!

Autor: Adm. Agenor Santos, Pós-Graduação Lato Sensu em Controle, Monitoramento e Avaliação no Setor Público – de Salvador-BA agenor_santos@ig.com.br


8 Comentários
ACORD@DINHO<O>
Postado em: 15 de Dezembro / 2013 às 23:00
BOA NOITE JUAZEIRO! Amanhã será novo dia... Somos amigos para sempre...!!! Copie e ouça: http://www.youtube.com/watch?v=r5ZwmTB7NCU
ACORD@DINHO<O>
Postado em: 15 de Dezembro / 2013 às 23:12
Grande Agenor, gostei. O Lee era a lei até os nomes se parecem mesmo...rsrs, ou seja, a Lei era o Lee... pense numa forma de solução ligeirinha...!!!
OSELINA GUALBERTO
Postado em: 15 de Dezembro / 2013 às 23:15
Como sempre muito bom! Eu acho Agenor que temos que começar fazendo uma profunda reforma no nosso sistema, não sei como, mas os presos devem trabalhar, nada da sociedade ter que arcar com este custo!
ADRIANA
Postado em: 15 de Dezembro / 2013 às 23:18
A constatação do radicalismo que deu certo em Cingapura, mostra que em determinadas situações tem que dá uma de louco e tomar as rédeas do país em suas próprias mãos. Corajoso!... No nosso país os governantes só tem coragem de roubar os cofres públicos. Corajosos!... Será que não é por causa das leis que eles mesmos aprovam? Alguém esta conseguindo ver a luz no fim do túnel? Mostre-me, por favor!
ALMERINDO
Postado em: 16 de Dezembro / 2013 às 08:26
E tem um detalhe: A família é quem paga a bala usada.
NASSER
Postado em: 16 de Dezembro / 2013 às 12:15
Não vejo, particularmente, saída para nossos problemas, que estão eivados de absurdos em suas definições. Vejamos: a Constituição Federal estabelece que os Poderes da República são três e que os mesmos são independentes. Letra morta. O Executivo, escolhido pelo povo, nem sempre (ou quase nunca) tem o perfil de Estadista. O Legislativo, responsável pelas Leis, é um verdadeiro circo (no mau sentido, pois circo é cultura e diversão), composto por pessoas de todos os naipes, a grande maioria descompromissada com a finalidade daquele Poder. E o Judiciário, que seria nossa esperança, começa mal quando os Ministros dos Tribunais Superiores (TS, ST, etc) são "indicados" quando não "nomeados" pelo titular de plantão do Poder Executivo. Em regra - temos inúmeros casos - não há liberdade em julgar, pois como devem "favores" aos que lhes nomearam os julgamentos passam a ser parciais. Há exceções, raras, como o atual e discutido Presidente do Supremo. Então, só nos resta aparecer um "SHING LING"..
Eden Lopes Feldman
Postado em: 16 de Dezembro / 2013 às 13:19
Prezado Agenor, sempre leio e acompanho os seus comentarios, neste blog que gosto muito de ler , e acabei achando um comentário, do dia 02/12/2013, de uma jornalista sobre o problema da seca no nordeste e a participação do exercito, e efetuei o seguinte comentário: Gostaria que a jornalista fosse mais realista nos seus comentários, tanto no aspecto das obrigações do Exercito como sobre o que realmente ocorre. Veja este link, apenas como exemplo: http://noticias.band.uol.com.br/jornaldaband/videos/2013/10/11/14710207-energia-solar-fornece-agua-no-nordeste.html Tirem suas conclusões sobre a responsabilidade ou não dos profissionais do Exercito Brasileiro. Afinal, combate a seca não é o seu objetivo, que está sendo vilipendiado pelo governo brasileiro. E entendam o seguinte, existe uma tendencia absolutamente anacronica em criticar tudo que parte do Exercito Brasileiro, certamente orientado por uma tendencia esquerdista injustificável, que confunde instituição com política. Continua.
Eden Lopes Feldman
Postado em: 16 de Dezembro / 2013 às 13:30
Continuação Ainda mais quando a falta de informação resiste a realidade. E acrescento que a crítica alienada da realidade produz o efeito contrário: o da formação do vazio do conhecimento e da ignorancia que gera o radicalismo. Fecha comentário. E aqui faço uma analogia com o comentário da leitora Yara Buongiovani, que ao comentar sobre o rigor policial naquele país, me permite observar o inverso na política partidária brasileira, onde nenhum rigor permite posições antiéticas e ofensivas a instituições brasileiras, onde a mentira prevalece, tanto por políticos, como por partidários, o que coloca em risco a democracia, prevalecendo analises descuidadas, propositais ou apenas por inflexibilidade política, não sendo efetuado nenhum reparo posterior por conjecturas que expressam falsidades. Parabéns ao blog, esta sendo um centro de discussão eficiente e que aprecio muito.
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